sexta-feira, 25 de março de 2011

Sol registra série de explosões com possível impacto na Terra – 08/03/11


Uma série de explosões solares de médio porte foi registrada no início desta terça-feira, arremessando ao espaço bilhões de toneladas de gás ionizado. Enquanto parte desse material se dispersou no espaço, outra parte menor segue em direção à Terra e deverá provocar tempestades geomagnéticas nos próximos dias.

A animação das imagens captadas pelo telescópio espacial Soho mostra os momentos que ocorreram as explosões, todas associadas às manchas solares 1164, 1165 e 1166, com algumas emissões provenientes da mancha menor 1169.

Devido à presença dessas manchas, são esperadas novas explosões nos próximos dias, com consequente aumento das tempestades geomagnéticas no nosso planeta.
Antes das explosões, um aumento significativo e constante nos níveis de raios-x emitidos pelo Sol no comprimento de onda entre 1 e 8 angstroms já havia sido detectado pelo satélite geoestacionário GOES-13. Esse aumento foi confirmado por distúrbios ionosféricos que chegaram a atingir o nível KP 6 nas últimas horas de segunda-feira.

 



























Explosões SolaresTambém chamadas de erupção, flare ou rajada, as explosões solares acontecem quando uma gigantesca quantidade de energia armazenada por campos magnéticos, geralmente acima das manchas solares, é repentinamente liberada.

Como consequência, ocorreram as chamadas Ejeções de Massa Coronal ou CME, enormes bolhas de gás ionizado com mais 10 bilhões de toneladas, que são lançadas ao espaço a velocidades que superam facilmente a marca de um milhão de quilômetros por hora.

Depois de ejetadas, as partículas levam aproximadamente três dias para cruzar os 150 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.

Animação: Sequência de imagens registradas pelo Observatório Solar e Heliosférico Soho em 8 de março de 2011 mostra uma série de explosões provocada pelas manchas 1164, 1165 e 1166. Crédito: ESA/NASA/Apolo11.com.
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Atividade eletromagnética do Sol interfere em sistemas de GPS, satélites de comunicação e prejudicar fornecimento de energia


Por Natasha Madov, enviada a Washington | 21/02/2011 10:57


Foto: SDO/Nasa
 





















 Interferência externa: cientistas estão preocupados com prossíveis prejuízos com explosões solares. na inagem, tempestade solar ocorrida na semana passada.
O clima espacial, em particular o do Sol, merece atenção pelos prejuízos que pode causar aqui na Terra, alertaram neste fim de semana cientistas da Europa e Estados Unidos, durante a reunião anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (na sigla em inglês, AAAS).
A estrela tem passado por um período de relativa calmaria nos últimos dez anos, período no qual o mundo se tornou muito dependente de recursos tecnológicos potencialmente vulneráveis ao fênomeno.

Tom Bogdan, diretor do Centro de Meteorologia Espacial dos Estados Unidos, descreveu a sequência de eventos de uma tempestade mais forte: “No começo, a radiação eletromagnética ionizaria a camada mais externa da atmosfera, o que afetaria a atividade dos satélites dos GPS – o sistema pararia de funcionar,” afirmou aos jornalistas. A interferência nos satélites de GPS poderiam acarretar não só problemas de localização como também inutilizar as maquininhas de cartão de crédito, que usam o sistema. Vinte minutos após a tempestade, uma descarga de prótons chegaria aos polos e ao equador, o que pode danificar seriamente os satélites de comunicação. E finalmente, 20 a 30 horas depois do evento inicial, um jato de átomos ionizados (conhecidos como plasma) causariam um bonito efeito de auroras boreais até a latitude do México, mas também poderiam induzir correntes elétricas em oleodutos e cabos de alta tensão, sobrecarregando o sistema elétrico ao ponto do colapso.


Com a aproximação de um próximo período de pico de atividade solar, em 2013, agências governamentais estão discutindo medidas preventivas para evitar maiores prejuízos. “O importante é não entrar em pânico”, disse Jane Lubchenco, diretora da NOAA, (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional). Um exemplo pode ser a Suécia, que montou um plano de contingência que inclui capacitores nas redes elétricas e paradas estratégias nos serviços de telecomunicações.

Mas todo cuidado é pouco. Na semana passada, os telescópios da Nasa observaram a maior explosão solar dos últimos quatro anos. Por causa dela, as companhias aéreas tiveram que evitar as rotas que passavam pelas regiões polares, porque haviam fortes chances dos sistemas de comunicação por rádio não funcionarem, prejudicando milhares de pessoas que iam ao Pacífico e à Ásia. “Como vamos ter mais e mais eventos do tipo, e eles serão cada vez mais variados, as palavras chave são prever e preparar”, finalizou Jane.



Gigantesca erupção solar atrapalha comunicações na China


Erupção solar ocorreu na segunda-feira
Foto: Nasa/Divulgação

17 de fevereiro de 2011 16h30

A maior erupção solar dos últimos quatro anos, que ocorreu na segunda-feira, já foi sentida na Terra. As partículas emitidas pela estrela causaram uma tempestade geomagnética no campo magnético do nosso planeta e interromperam comunicações de rádio na China e ainda podem danificar satélites e redes de energia. As informações são do site da Fox News.
A labareda registrada no Sol é da classe X, a maior classe de erupção solar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a primeira onda de radiação, viajando na velocidade da luz, demorou 8 minutos para atingir a Terra.
O fenômeno também causa a ejeção de prótons e elétrons, evento chamado de ejeção de massa coronal. Essas partículas levam mais tempo para chegar ao nosso planeta, o que significa que ainda podemos sentir seu efeito nesta quinta-feira.























Órgãos governamentais emitiram alertas para indústrias sobre os possíveis problemas causados pela erupção do Sol. “Esses alertas são enviados para companhias elétricas, aéreas, de GPS, militares, rotas marítimas, apenas para nomear algumas poucas indústrias que podem ser afetadas pelos impactos de uma labareda solar e sua associação com a ejeção de massa coronal”, diz Phil Chamberlin, cientista da Nasa, ao site.

Contudo, se a erupção causa problemas à indústria e às comunicações, ela também é responsável pelo intensificação das auroras, principalmente nas próximas duas noites.
O Sol está intensificando suas atividades após anos de calmaria. Essa mudança já era prevista e faz parte de um ciclo de 11 anos. Os cientistas estimam que o pico das atividades solares, como as erupções, ocorra em 2013.
http://fimdostempos.net/


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